segunda-feira, 5 de abril de 2010

Brasil supera Alemanha e é 4º maior produtor de cervejas

O Brasil superou a Alemanha e já é o quarto país que mais produz cerveja no mundo. Foram 10,9 bilhões de litros produzidos no ano passado, crescimento de 5,2% em comparação com o ano anterior. A informação é do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
O Brasil só perde para China, Estados Unidos e Rússia no ranking de produção de cervejas.
O mercado nacional é comandado pela AmBev, com 69% das vendas. A Schincariol tem 12%, a Petrópolis tem 10% e a Femsa, 7%.
As três marcas mais consumidas são da Ambev: Skol (27%), Brahma (21%) e Antarctica (18%). A Schin tem 11% e espera ver crescer as vendas depois de ter adquirido a Devassa e lançado a marca "Devassa Bem Loura". A Itaipava, principal marca da cervejaria Petrópolis, tem 8%. E a Kaiser, da Femsa, tem 4%.


Fonte: Redação Yahoo! Brasil

terça-feira, 2 de março de 2010

CANDI SUGAR IMPROVISADO



Pessoal,

Esse dias fizemos nossa Dubbel para o Concurso da Eisenbahn.
Para fazer algo diferente, resolvemos fazer tão falado Candi Sugar.
Apesar de inúmeras fontes dizerem da grande dificuldade e do controle constante da temperatura para fazê-lo, resolvemos ir pelo lado mais simples, e ver no que dá.
No nosso caso, como fizemos uma leva pequena, usamos 500g de açúcar e mais ou menos o mesmo tanto de água. Colocamos a panela no fogo e ficamos mexendo continuamente.
Após praticamente 1 hora fervendo, aquele açúcar diluído na água, forma um caldo, e vai engrossando cada vez mais.
A partir desse momento, deve-se ficar de olho, pois o caldo começa a pegar cor logo, sugiro baixar um pouco o fogo, mas sem tirar a fervura. Quando chegar na cor desejada, desligue o fogo.
IMPORTANTE: Cuidado para não ferver demais e transbordar a panela, pois é uma sujeira difícil de tirar, vão por mim.
Coloque esse caldo imediatamente em uma forma de metal, forrada com papel manteiga.
Nós na verdade colocamos direto na forma de alumínio.
Após feito isso coloque a forma no freezer e aguarde solidificar bem.
Depois que estiver bem sólido, você pode tirar a forma e quebrar esse açúcar em pedaços.
Está pronto, nosso Candi Sugar improvisado.
Seguem algumas fotos do resultado final.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Fabricantes de bebida apostam em alta de 14% nos negócios

Fabricantes de bebida apostam em alta de 14% nos negócios

A indústria de bebidas em Minas Gerais prevê crescimento de 14% nos negócios em 2010 na comparação com o ano passado. Segundo o superintendente do Sindicato da Indústria de Cervejas e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindibebidas-MG), Cristiano Lamego, as projeções positivas decorrem do bom momento da economia brasileira, do aumento da temperatura e da realização da Copa do Mundo, que acontece em junho e julho, na África do Sul.
De acordo com ele, ao contrário dos demais segmentos da indústria nacional, o setor de bebidas não foi afetado diretamente pela crise financeira internacional. Além disso, o reaquecimento econômico devolveu o poder de compra da população e isso interferiu nos negócios.
"Nos últimos cinco anos, temos apresentado crescimentos expressivos e isso está refletindo no desenvolvimento da economia de Minas, já que muitas empresas de fora estão se instalando no Estado, enquanto outras estão aumentando a capacidade de produção", disse.
Ainda segundo Lamego, a expectativa do Sindibebidas-MG é que o desempenho do exercício passado - que ainda está sendo calculado - siga o mesmo ritmo de crescimento verificado em 2008, quando o setor registrou alta de 13,83% no faturamento. Conforme ele, este aumento foi beneficiado pela venda de cervejas, refrigerantes e sucos.
O superintendente destacou ainda a elevação da produção de cervejas artesanais no Estado, que vem apresentando desempenho superior à média do setor. Produzidas em pequena escala, elas caíram no gosto do consumidor. Em virtude da demanda, as microcervejarias devem encerrar 2009 com receita 40% superior à registrada em 2008.
A realização da Copa do Mundo na África também influenciará o crescimento do setor. Segundo Lamego, no período (junho e julho) - que geralmente é marcado por queda de 18% no faturamento, devido às baixas temperaturas - a procura por refrigerante e cervejas deverá se manter nos patamares dos meses anteriores, garantindo o resultado positivo do acumulado do ano.
De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), o setor de bebidas foi um dos três segmentos que tiveram crescimento na produção industrial de 2009, apresentando alta de 5,1%, enquanto a média geral da indústria brasileira foi de -7,4% na mesma base de comparação. Dados da entidade indicam que a produção fechou o ano passado em de 14,3 bilhões de litros, 1,35% a mais do que em 2008.
Segundo o diretor-executivo da Abir, Paulo Mozart Gama e Silva, Minas é um dos estados que mais contribuíram para este incremento, já que representa o terceiro maior mercado para a indústria, ficando atrás somente do Rio de Janeiro e de São Paulo, primeiro colocado. "A tendência para os próximos anos é de que o Estado contribua ainda mais, pois conta com uma economia bem estruturada e alto potencial para instalação de empresas", disse.
Quanto às perspectivas para 2010, Silva acredita ser um pouco cedo para fazer projeções. No entanto, ressaltou que se a indústria manter a média de crescimento de 6% dos últimos exercícios, estará ótimo. "Este ano tem tudo para ser ainda melhor do que 2009. Além das temperaturas estarem mais altas, ainda contaremos com um evento esportivo mundial que estimulará o consumo de bebidas no país", ressaltou.

Fonte: http://www.diariodocomercio.com.br/index.php?conteudoId=70948

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pequenas cervejarias se profissionalizam

19/01 - 12:46 - Agência Estado

Se em uma situação normal já é difícil para uma pequena empresa sobreviver, o que dizer quando essa empresa está em um setor em que quatro concorrentes detêm 99% do mercado? Esse é o cenário em que atuam as pequenas produtoras de cerveja. No Brasil, a AmBev, segundo a Nielsen, tem 70% do mercado; Schincariol, 11,6%; Petrópolis, 9,6%; e a Femsa - recentemente comprada pela Heineken -, 7,2%.

A estimativa é de que, agora, a Heineken passe a ocupar 8% do mercado.

Contudo, mesmo diante desse quadro, as microcervejarias não desistem - e vêm se profissionalizando. Hoje a estimativa é de que existam cerca de 100 pequenos produtores da bebida, a maioria deles no Sul; mas também em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Uma das fábricas a integrar este 1% do mercado de cervejas "artesanais" é a Colorado, de Ribeirão Preto (SP). Funcionando há 15 anos, fabrica, por mês, em torno de 50 mil litros, e é vendida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A produção é irrisória perto dos 583 litros milhões mensais da AmBev, mas tem seu público fiel.

"Meus concorrentes não são as grandes companhias. Competimos com a ignorância de muitas pessoas sobre a cerveja. De um modo geral, bebem de uma maneira automática. Não sou contra esse tipo de consumo, mas nem sempre a melhor cerveja é a mais gelada do bar", diz Marcelo Carneiro da Rocha, dono da Colorado.

O faturamento da cervejaria chega a pouco mais de R$ 2 milhões por ano; em 2009, cresceu 25%. Assim como as marcas de outras pequenas produtoras, o preço de uma garrafa começa em R$ 10 e pode chegar a R$ 80, como é o caso da Monasterium, produzida pela mineira Falke Bier. O número de empregados, em geral, é inferior a 40.

Marco Falcone, um dos donos da Falke Bier, conta que o movimento das pequenas produtoras é recente também na Alemanha, onde ressurgiu no fim da década de 70. Segundo ele, nos Estados Unidos, elas já têm hoje 5% do mercado. No Brasil, ganharam força a partir de 2000. Falcone saiu do trabalho e, junto com dois irmãos, passou a se dedicar à fabricação artesanal de cerveja, no sítio da família.

"Nosso segmento é diferente do das grandes marcas, que fazem cervejas padronizadas. Algumas dessas empresas usam itens como arroz ou milho, produtos que vão além do malte, lúpulo, água e fermento, na hora de fabricar a bebida", diz.

Falcone reconhece que o alcance do seu produto é limitado pelo próprio modelo de fabricação, que exige mais trabalhadores por litro e maior tempo de fermentação. Atualmente, ele vende 20 mil litros por mês.

A "reação desproporcional" da concorrência e o excesso de burocracia são apontados como as principais dificuldades. "Quando nossas vendas começam a crescer, as grandes cervejarias logo agem para tentar tirar a marca do bar", reclama Falcone. Marcelo também diz que não consegue vender seu produto em bares que tenham uma grande marca nacional.

Como esse mercado é feroz, aos pequenos concorrentes resta a ajuda mútua. As cervejas produzidas pela Falke Bier já estão em cidades como Porto Alegre, Curitiba, Rio e Brasília. Mas, no Estado de São Paulo, quem faz a distribuição é a Colorado. "Diferente das grandes marcas, nós, os pequenos, nos entendemos muito bem", brinca Marcelo Carneiro da Rocha.

A Bamberg, de Votorantim (SP), é outra microcervejaria que cresce no interior do Estado. Ela produz entre 20 mil e 50 mil litros por mês de 11 tipos de cerveja, seguindo o estilo alemão. Para crescer, tem contado com o boca a boca: "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer em uma cidade como São Paulo, mas vem funcionando muito bem", conta o dono da cervejaria, Alexandre Bamberg.

Por ora, nenhum desses três empresários diz que pretende se desfazer do negócio. Mas é um caminho seguido por muitos. Há dois anos, a Schincariol, comprou a Nobel, de Pernambuco, a Baden Baden, de Campos do Jordão (SP), e a Devassa, do Rio de Janeiro.